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E depois de muito, muito tempo.. (Só para quem tiver a paciência de ler tudo desde o início)

por anajoao2006, em 23.06.09
Finalmente, ao fim de 2 meses, 1 semana e 3 dias, aqui vêm algumas notícias (ou as notícias todas!). Este artigo está a ser escrito desde que 27 de Maio, por isso é natural que algumas partes estejam um pouco confusas. Podem sempre telefonar a pedir esclarecimentos :)

Começando a história pelo início:
Dia 13 de Abril, lá fui eu para o H Gaia para a dita indução. Cheguei pelas 8h e depois de muito procurarem o meu processo lá fui internada. Pelas 12h começaram a indução (leia-se comprimidinhos na dita). Às 17h ainda estava eu fresca que nem uma alface, sem grandes contracções, quando a médica de serviço me veio fazer o 'reforço', mais comprimidos. Pelas 19-20h (agora já não sei muito bem), rompeu-se a bolsa de águas. Como eu tinha excesso de líquido amniótico durante a gravidez, só posso dizer que fiquei inundada e com uma poça em redor da cama. Foi uma sensação bastante esquisita. A partir daqui as contracções começaram a apertar, cada vez mais fortes. Até que pelas 21h30 chamei a enfermeira porque já estava que não podia. Ela fez-me o toque e disse que já podia ir para a sala de partos e levar epidural (Yuppi!). Vieram buscar-me de cadeira de rodas e fiz um trajecto de 50 metros, se tanto, cheia de dores. Cheguei à sala de partos e quis ir à casa de banho (mesmo ao lado), fui a pé e a viagem foi das mais longas que já fiz. Por esta altura eu só pedia que chamassem o anestesista e a enfermeira a dizer que eu estava a queixar-me muito. Finalmente a anestesista chegou, deu-me a epidural (que correu lindamente), a enfermeira fez-me o toque e disse: "está com a dilatação completa, pode começar a puxar". Eu fiquei de boca aberta, ainda há 30 minutos tinha 5cm e agora já estava pronta e o João em casa, à espera que eu o chamasse. Lá chamei o pai, que só não teve um ataque de ansiedade porque estava muito bem acompanhado. Como o Gabriel estava 'alto' ainda tive que puxar um pouco antes de ele nascer e o pai lá conseguiu chegar a tempo.
Às 23h37 nasceu o Gabriel, com 3,760Kg e 54,5cm. O balanço final é muito positivo, acho que o parto correu muito bem e apesar de me ter desorientado um pouco quando as contracções estavam mais fortes e seguidas, controlei muito melhor a expulsão e até acho que me safei muito bem. Tive direito a episiotomia e uns pontitos, mas nada de mais.

Os dias seguintes foram mais complicados.
Na primeira avaliação pediátrica (14 de Abril), os médicos acharam (após uma hora de observação com o garoto todo nu e a chorar desalmadamente – eram estagiários) que o Gabriel tinha uma ligeira hipotonia axial, os testículos não tinham descido e tinha um ‘clic’ na anca. No mesmo dia foi fazer a ecografia aos rins, que já estava marcada desde a gravidez. A Dra. Graça Ferreira achou que a dilatação estava menor, mas a bexiga estava muito grande. Ficou com consulta marcada para dia 18 de Abril, aos 15 dias de vida, para nova reavaliação. Ficou a fazer profilaxia com antibiótico – Trimetoprim
Ainda neste dia, acharam que ele estava um pouco amarelito e ficou de ser observado, se piorasse, teria que fazer fototerapia. Disseram-me que se ele comesse bem e fizesse muito cocó e xixi, rapidamente eliminava a bilirrubina em excesso. Mas o rapaz era extremamente molengão a mamar e cocó, nem vê-lo, só quando era estimulado. Resultado: teve que fazer fototerapia, uma caminha com luz por baixo, onde o bebé fica só de fralda. Eu não podia pegar nele, apenas para dar de mamar e mudar a fralda e tudo isto deveria ser feito em 30 minutos, para ele estar o máximo de tempo nas ‘luzinhas’. Esta situação já não me deixou muito contente e mesmo assim ele estava ao meu lado. Como o garoto continuava a comer mal e a fazer pouco cocó, os valores pioraram. Ele não tinha alta porque precisava de ficar na foto e eu não vinha embora sem ele. Fartei-me de chorar durante este período, estava farta de estar no hospital. Ainda por cima o Xavi fez três anos enquanto eu estava no hospital e eu mal estive com ele. Não me lembro de alguma vez ter estado tão nervosa, stressada, angustiada a sentir-me presa.
Ele nasceu na segunda-feira (dia 13) e na sexta (dia 17), pelas 21h disseram-me que tinha que ser internado no serviço de neonatologia para fazer fototerapia dupla. Aqui caiu-me tudo. Vim para casa sem o meu filho, foi muito duro. Nos dias que se seguiram o garoto ficou desidratado e teve que estar a soro, ver um cateter num bebé tão pequenino é horrível. Entretanto, como no serviço bebia quase sempre biberão e aconteceu de vomitar 2 ou 3 vezes seguidas, teve que ficar mais uns dias sob vigilância. Como era ligeiramente molengão, suspeitaram que ele tinha uma infecção urinária e fizeram uma colheita de urina com um saquinho. Dois dias à espera do resultado. Como esta acusou algumas bactérias, fizeram uma outra colheita, desta vez por 'punção vesical', ou seja, espetam uma agulha na barriga para colher urina directamente da bexiga. Mais dois dias à espera do resultado. Finalmente, dia 25 de Abril (dia da Liberdade), viemos para casa. Foi uma sensação maravilhosa. Dia 28 de Abril fui à consulta de nefrologia (por causa do problema dos rins detectado ainda na barriga da mãe), voltou a ficar internado para fazer uma cistografia (desta vez puseram-lhe o cateter do antibiótico numa veia da cabeça), para ver se o problema dos rins era grave. É de facto. Tem um refluxo de urina da bexiga para os rins de grau 4/5 em 5. No dia 1 de Maio viemos para casa de vez!

Durante este tempo o Gabriel ainda não tinha recuperado o peso com que nasceu. Mas desde que veio para casa tem aumentado em média 57g por dia (!!), só com a maminha da mãe!

Nos 15 dias que se seguiram tivemos consultas praticamente todos os dias! Entre o centro de saúde, a pediatra, a nefrologista, o neonatologista e as ecografias, foi um fartote.

A evolução tem sido positiva:
- Tem tido um crescimento fantástico e aos dois meses tinha 60cm e 5,720 Kg. É um bebé todo rechoncudinho
- Os rins estão estáveis, sem nenhuma infecção urinária até à data e o tecido não tem sofrido danos com a dilatação, pelo que se encontra ainda íntegro.
- Foi fazer uma ecografia às ancas e os ossos estão todos bem formados.
- A questão da hipotonia é a que mais nos preocupa, mas os médicos que o têm visto acham que se trata de um episódio benigno e transitório. Está a fazer fisioterapia com a Dra. Ana, uma especialista em neurodesenvolvimento e que tem várias formações feitas com bebés desde o nascimento. Também ela acha que a resposta ao tratamento tem sido muito positiva. Ainda não está equiparado a um bebé de 2 meses, mas está no bom caminho.

Quanto ao resto: O Gabs está adorável! Fixa o olhar e adora ouvir a voz dos papás e do mano e todos os dias nos alegra com um sorriso rasgado.

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publicado às 12:18


1 comentário

De mimia a 25.06.2009 às 10:21

mmm eu precisava de um esclarecimento..... a que te referes quando dizes "comprimidos na dita"? ;)

VIVA O GABS Q É MAIS UMA LINDEZA RIQUEZA Q A FAMILIA COUTO CORREIA TROUXE, FELIZMENTE, AO NOSSO MUNDO!!!!!!!

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